quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Projeto incentiva crianças a preservar o solo plantando árvores


Carla Barbosa - 3° Período

[Matéria Publicada pelo Jornal - Gazeta do Vale]


O Departamento de Meio Ambiente de Paraisópolis em parceria com a Escola Municipal Bueno de Paiva, concretizou no dia 11 de dezembro, o (PTRF) Projeto Técnico de Reconstrução da Flora, que tem como objetivo plantar árvores em áreas degradadas da região, visando a preservação ambiental. Este evento faz parte do TAC (Termo de ajustamento de conduta), firmado entre a Prefeitura e o Ministério Público.

O local escolhido foi uma área de solo anteriormente mal utilizado, que fica no bairro dos Coqueiros. O local teve algumas áreas de preservação aterradas.

O bairro, embora afastado da cidade, requer muita atenção em virtude de remanescentes florestais e nascentes. Entretanto a preocupação fica por conta da dificuldade em manter as mudas, devido a o surgimento de pragas, ou até em função do roubo das mudas.

Participaram do plantio 56 crianças, alunos da E. Municipal “Bueno de Paiva”, além de quatro professores, e funcionários da prefeitura que auxiliaram no plantio das mudas.

O objetivo do projeto é incentivar e minimizar os impactos ambientais, mostrando às crianças a importância de plantar uma árvore.

Para seleção dos alunos foram priorizadas as estão encerrando o período na escola, sendo que a faixa etária variou de 10 a 12 anos. O evento também serviu como complemento de um projeto de Educação Ambiental, recém encerrado pela escola, (Semeando), onde faltaram segundo organizadores, atividades de campo.

Ao todo foram plantadas mais de 500 mudas de árvores, como: paineiras, araucárias, castanheira, jabuticabeira, goiabeira, hibisco, ingá, jambolão, pau formiga, passarinheira, palmito, Jussara entre outras.

As mudas foram fornecidas pela CEMIG de Furnas e as araucárias pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).

De acordo com o Engenheiro Ambiental da Prefeitura Municipal, que integrou a organização e participou do evento, o projeto foi lançado na gestão anterior, por Francisco Oswaldo, funcionário da prefeitura, e foi colocado em prática em conjunto com os departamentos de obra, meio ambiente, saúde e educação de Paraisópolis, contando também com o auxilio e monitoramento da Polícia Ambiental.

De início o projeto não contava com a inclusão de crianças. Mas as mesmas foram incorporadas ao projeto, agindo como integração dos alunos para com o Meio Ambiente.

ONG de Paraisópolis está inativa há mais de uma ano



Carla Barbosa - 3° Período
[Matéria Publicada pelo Jornal - Gazeta do Vale]


Foi instituída em Paraisópolis, no dia 10 de janeiro de 2005,a ONG Guardiões da Cidadania. Associação civil, sem fins lucrativos cuja finalidade era trabalhar em favor da ética na política e da transparência na Gestão Pública. Realizava um trabalho de levantamento de dados, onde suspeitava haver indícios de corrupção e encaminhava esses dados ao Ministério Público.

A ONG que chegou a ser reconhecida nacionalmente, está inativa à mais de uma ano, segundo Roberto Dimas Pinto, que não integrou oficialmente a ONG, mas participou, ativamente de alguns programas da rádio, "Cidadania Já", que ia ao ar ás quartas-feiras.

Após o falecimento de um dos líderes fundadores, e também o primeiro presidente da ONG, Sidney Alves Monteiro, o restante do grupo ficou sobrecarregado, acrescida também a falta de apoio, um a um foram desistindo, como conta Roberto.

Ainda de acordo com ele, seria muito interessante reativá-la: “Mas o sucesso dela, acredito, depende muito da credibilidade que população a ela atribuir. Isso hoje não é fácil, uma vez que há muitas ONGs envolvidas em corrupção”.

O último presidente da ONG foi Paulo Artur Gonçalves, que colocou seu cargo a disposição, em julho de 2008, visto que, de acordo com o que rege o estatuto, o mandato tem duração de 2 anos, “convoquei eleições e não apareceu nem candidato nem sócio eleitor. Isto posto, suspendi as atividades. Não aceitei convocar assembléia, com qualquer número, para mudar o estatuto e continuar como presidente. A ONG era da sociedade e a alternância no comando é necessária. Eu era presidente da ONG e não a ONG” acrescenta Paulo.

Quando a ONG foi fundada contava com 30 membros, e quando encerrou, restaram apenas 5, sendo que 3 faziam parte da diretoria. Suas reuniões aconteciam na sala 5 do Salão Paroquial todas as terças feiras, onde eram discutidos o conteúdo do programa da rádio "Cidadania Já", eram pautadas também as ações de fiscalização, analisados os resultados das fiscalizações efetuadas, elaboração das representações ao Ministério Publico, entre outros.
Para Paulo Artur, não houve o interesse de ninguém, em assumir a presidência da ONG, pois a maioria dos sócios confundiram a finalidade: “Achavam que era para fiscalizar só o Wagão.” (Ex- Prefeito de Paraisópolis). “Quando eu quis fiscalizar o hospital também começaram as desavenças e debandadas.”

Caso haja o interesse de alguém em reativar a ONG, basta organizar uma chapa e procurar por Paulo Artur. De acordo com ele, estando tudo conforme rege o estatuto, a ONG é reativada, os sócios são readmitidos, são convocadas eleições, a posse é dada e ele ficará somente como sócio.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Zeca Baleiro faz show em benefício da APAE de Paraisópolis


Carla Barbosa - 3° Período

[Matéria Publicada Pelo Jornal - Gazeta do Vale]

Paraisópolis e região puderam prestigiar o show do cantor e compositor Zeca Baleiro. O evento aconteceu no dia 16 de outubro, no Clube Recreativo da cidade.

A platéia lotou o salão principal, para prestigiar a fusão e variedade de estilos utilizados pelo entusiasmado e irreverente músico que cativou a todos os presentes.

O evento foi promovido pela APAE (Associação de Pais e Amigos do Excepcional), que recebeu patrocínio da Prefeitura Municipal e de comerciantes da cidade, além da verba arrecadada com a venda dos ingressos.

Os recursos utilizados não têm nenhum vínculo com a arrecadação da OPIS (Olimpíadas Paraisopolense de Inverno e Solidariedade), que ocorreu em julho desse ano, sendo que este foi empregado no término de projetos elétricos e hidráulicos da entidade.

O dinheiro arrecadado com o show será destinado à continuidade de projetos, bem como aquisição de outros equipamentos e materiais usados pelas crianças especiais para melhorar ainda mais seu desenvolvimento.

Outros shows já foram promovidos pela APAE nos anos anteriores como: Lô Borges, 14 BIS, Guilherme Arantes, Beto Guedes, Sá Zé Rodrigues e Guarabira, que também contribuíram para a ampliação do prédio da entidade, compra de produtos em geral, além das recompensas imateriais; São em eventos como esse que a sociedade em geral se aproxima e reconhece o trabalho desenvolvido pela entidade.

Janete Aparecida Domingos da Silva, diretora da APAE, acompanhou a contratação do show e fez parte também da organização do evento. Ela atribui inúmeras qualidades ao cantor: “Zeca fez questão de visitar a entidade e tirar fotos com as crianças. E não somente ele, mas todos de sua equipe, foram muito atenciosos”, acrescenta.

Janete finaliza ressaltando a importância das pessoas reconhecerem e participarem dos trabalhos desenvolvidos pela APAE; Uma entidade filantrópica de caráter assistencial, que oferece educação, cultura, saúde e lazer para pessoas especiais em busca de um só objetivo: desenvolver e respeitar a potencialidade de cada criança que faz parte da APAE.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CODEMA de Paraisópolis realiza primeira reunião

Carla Barbosa - 2° Período
[Matéria publicada pelo Jornal Gazeta do Vale]

A primeira reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) de Paraisópolis foi realizada no dia 24 de setembro na sede do Lions Clube da cidade. A reunião teve como finalidade reorganizar o órgão ambiental, que existe no município desde 1999.

O conselho é composto por representantes da sociedade civil e do poder público. Sua função é opinar e assessorar os órgãos da administração pública e a iniciativa privada em questões que envolvam o meio ambiente.
Apenas uma chapa se apresentou como candidata. O presidente eleito do Codema é Pedro Sousa Silva de Paula Ribeiro, diretor do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal e o vice, Eliton Sebastião de Almeida, que representa o poder legislativo.
Em sua primeira reunião, o conselho aprovou a expansão da rede elétrica, com mais dois postes na rua Gaivota, que por estar localizada às margens de um córrego é considerada área de preservação permanente (APP).
Outro tema discutido nessa reunião foram as construções do perímetro urbano que estão nessas áreas, sendo que, devido à complexidade do assunto, este terá continuidade na próxima reunião, que será realizada no início do próximo mês, e discutida juntamente com pedido de cortar árvores de grande porte, no perímetro urbano, tendo em vista que moradores afirmam existir risco de queda com a ação dos ventos e chuvas.
De acordo com Pedro Souza, as reuniões devem acontecer pelo menos uma vez por mês e são marcadas de acordo com a demanda de pautas a serem discutidas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

RESPEITO E DIGNIDADE NA MELHOR IDADE


Carla Barbosa - 2° Período

[Matéria Publicada pelo Jornal Tribuna em Minas]

Projeto de Lei institui a “Semana do Idoso” em Paraisópolis. A semana cujo objetivo é designar uma semana especialmente para os idosos, foi sancionada em 04 de maio de 2009, e tem seus preparativos iniciados neste mês de setembro. A data ficou determinada para a última semana do mês de setembro, coincidindo com o Dia Nacional do Idoso que é comemorado em 27 desse mês. Em seu primeiro ano em vigor a lei teve sua data remanejada excepcionalmente para a última semana do mês de outubro, a pedido do Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Marcos Pestana, em virtude do risco ainda de contaminação da Influenza A.

O idealizador do projeto, o vereador José Carlos Teixeira Faria, justifica a iniciativa partindo do princípio de que o Idoso do Brasil não é valorizado e respeitado, tal como deveria, “muitos nem sabem que existem leis que os protegem! Existe o Estatuto do Idoso!” Salienta José Carlos.

A “Semana do Idoso” será direcionada ao desenvolvimento de temas de interesse da terceira idade, priorizando atividades nas áreas da cultura, lazer, saúde, educação, como por exemplo, a campanha organizada pela Secretaria de Saúde (Medição de Preção e Diabetes), um baile para a "melhor idade" no Clube Recreativo, Palestras, e atividades esportivas. Teremos ainda a distribuição de folhetos contendo o "Estatuto do Idoso", e Faixas com frases em homenagem a terceira idade.

A Programação das atividades, ainda está sendo elaborada pela Comissão de Organização, que é formada por todas as secretarias Municipais, Educação, Social, Saúde, Esporte e Cultura e a Câmara Municipal através de seus vereadores.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Estilo Universitário revoluciona a Música Sertaneja

Renan Barbosa e Jéssica Caixeta - 4º período


Uma multidão de jovens cantando:
“De que me adianta viver na cidade, se a felicidade não me acompanhar...” Há quatro anos atrás era impossível imaginar esta cena, mas com o novo estilo de sertanejo, o Sertanejo Universitário, isso tem acontecido frequentemente. Após a geração “Chitãozinho e Xororó” o sertanejo moderno estava em crise, com queda de popularidade na mídia, mas, após o surgimento do estilo universitário a música sertaneja conquistou a simpatia dos jovens.

A partir de 2005 duplas como César Menotti e Fabiano e Victor e Léo emplacam nas paradas de sucesso e ganham grande popularidade. Surge então, devido ao público que o ajudou a popularizar, o rótulo “Sertanejo Universitário”. O novo sertanejo resgata algumas características da música raiz, como os arranjos acústicos, além de incorporar a sanfona nas músicas. Os temas cantados são casos de amores platônicos e desilusões amorosas, além de temas que eram utilizados na música raiz, como a vida sertaneja no campo.

Em Pouso Alegre e região, várias duplas que cantam o novo estilo estão surgindo. O professor de viola Odylon Basílio, afirma que a música sertaneja tem grande força na região mas “falta espaço para que essa música seja divulgada, para que os artistas possam mostrar seu trabalho”. Basílio diz também que apesar dos rótulos o gênero universitário nada mais é que sertanejo, mas que agora o estilo tem mercado junto aos jovens.

Com 18 anos de carreira, a dupla João Pedro e Cristiano presenciou os vários altos e baixos da música sertaneja na mídia. Os cantores afirmam que o sertanejo universitário nada mais é que “sertanejo”, mas que o novo estilo é uma inovação do gênero. “Agente fica muito feliz em ver que hoje, universitários e jovens não tem preconceito algum com a musica sertaneja, é muito bacana presenciar esse movimento”, completam.

APAE de Paraisópolis comemora a 41ª Semana Nacional do Excepcional

Carla Barbosa - 2º período
[Matéria publica pelo jornal Tribuna em Minas]


O evento que aconteceu de 24 a 31 de agosto contou com a participação de pais, alunos, funcionários e colaboradores da Instituição Filantrópica.

Com o tema “Quebre a resistência e tome uma atitude: construa acessibilidade para a pessoa com deficiência intelectual”, a Semana do Excepcional é um movimento que busca a conscientização e o exercício pleno dos direitos das pessoas com deficiência.

Para a diretora da APAE (Associação de Pais e Amigos do Excepcional), Janete Aparecida Domingos da Silva, a Semana Nacional do Excepcional realizada em Paraisópolis é fundamental para apresentar à sociedade a capacidade real e o potencial da pessoa com deficiência intelectual e múltipla. E principalmente introduzir uma postura positiva e indutora de desenvolvimento e promoção humana. Janete ressalta ainda que “a semana é importante, pois é uma forma de chamar a atenção da sociedade para que esta perceba como é gratificante o trabalho com estas crianças.

As atividades, entretanto, não se restringem a APAE, crianças em geral e alunos que freqüentam a Casa da Criança, também integraram a grade de atividades propostas ao longo do evento.

No dia 25 foi realizada uma Missa em Ação de Graças na Igreja Matriz. No dia 26 aconteceu o torneio de Pipas. Na quinta-feira 27 aconteceu o desfile de abertura, que seria no dia 24, mas foi remanejado devido à chuva, e contou com a participação de algumas pessoas da Saúde Mental, além da presença dos bonecos gigantes de Brasópolis.

No dia 31 de agosto, dia oficial de encerramento da 41ª Semana Nacional do Excepcional, as crianças da APAE ganharam uma festa, animada pelo DJ Tuco.

Hoje (01/09), as crianças se divertem com o parque Inflável, montado em frente à APAE. Amanhã (02), acontece a Oficina Pedagógica com materiais recicláveis.

Jacqueline Andrade, mãe do pequeno Joaquim de três anos, ressalta a importância do evento na comunidade. Para ela a população passa a conhecer, apoiar e principalmente interagir com o movimento.

A principal lição que fica é a de que desenvolver a igualdade é um constante exercício de reflexão e cidadania. Apenas rompendo nossas resistências e aceitando nossas diferenças, alcançaremos nossa própria paz de espírito. O seu pequeno gesto pode sim fazer toda a diferença.

Como já dizia o poeta Mário Quintana: Deficiente é aquele que não consegue modificar a vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pichação: Vandalismo em locais público e privados

Opinião por Carla Barbosa - 2º período


Praças, canteiros, edifícios em construção, bancos de praças e orelhões são os principais alvos de pichação praticada por vândalos. No Brasil, a pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, nos termos do art. 65 da Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais).

A ousadia dos “pichadores” está cada vez maior, ultrapassar limites e burlar as leis é um dos principais intuitos dos pichadores. Quanto maior for o monumento ou prédio, a prática fica mais desafiadora e tentadora. Para pichar eles se arriscam, escalam prédios, usam cordas e se apoiam em alambrados e até mesmo em parapeitos.

Ha quem acredite que pichadores e grafiteiros são a mesma coisa. Mas não são. A pichação é feita por amadores, que se utilizam desse meio para simplesmente poluir ambientes públicos e privados. Para isso usam frases de insultos, códigos de gangues para demarcar território e desenhos sem qualquer significado idealizador ou cultural.

O grafite é uma arte dotada de referências. Os grafiteiros tem como fundamento enfatizar protestos e expor opiniões. Com o spray em mãos eles conseguem, com traços e cores fortes, chamar a atenção para seus desenhos e símbolos, sempre são voltados a uma ação social ou cultural.

Em nossa cidade convivemos com outro tipo de vandalismo. Que é mais visível em praças, canteiros, casas e bancos de praças. E não precisa de qualquer material específico, é feito com canetas, pincéis, enfim, e poluem visualmente as áreas de lazer.

Nota-se que as pessoas que escrevem ou rabiscam esses locais, não consideram isso uma poluição, muito menos vandalismo. Levando em conta os conceitos citados pixar não é considerada liberdade de expressão. E sim um tentado contra o patrimônio. Tendo em vista principalmente, a não concessão do proprietário na maioria das vezes, que é surpreendido por uma “bela” obra de arte na fachada de sua casa.

I Seminário de Comunicação em Jornalismo

A Câmara Municipal em parceria com o curso de Jornalismo da UNIVÁS irá realizar nos dias 20 e 21 de agosto de 2009, o “I Seminário de Comunicação em Jornalismo”, que será no auditório da Câmara Municipal de Pouso Alegre às 19h.

Confira a programação:

Dia 20 de agosto de 2009

Como a Mídia Escreve a História
José Arbex Júnior
Jornalista e Escritor
Doutor em história social e graduado em jornalismo pela USP. Atualmente Arbex, é editor especial da revista Caros Amigos e autor de mais de 30 livros.

A Polêmica do Diploma de Jornalismo
Rovilson Carvalho
Advogado
Pós-Graduado em Direito Público pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas. Especialista em Defesa do Júri pela Escola Paulista e Núcleo Mineiro de Júri.

Dia 21 de agosto de 2009

Jornalismo: Modelo de Negócios e Implicações Éticas
Carlos Alberto Zanotti
Jornalista e Professor
Professor de Jornalismo na PUC-Campinas e lecionou na UNIVÁS por 14 anos. Ex-repórter da “Folha de S. Paulo”, foi também repórter, editor e chefe de reportagem de jornais diários e emissoras de rádio da cidade de Campinas.

Ética e Imprensa
Maria Eunice de Godoy Machado Teixeira
Jornalista e Professora
Graduada em Letras e Jornalismo pela UNIVÁS
Pós-Graduada em Jornalismo Impresso pela Casper Líbero e mestre em Ciências da Comunicação pela USP e professora titular da Universidade do Vale do Sapucaí.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Solidariedade em alta nas férias em Paraisópolis


Éverton de Assis - 5º período

Com a chegada das férias escolares, um clima de solidariedade desperta em Paraisópolis numa intensidade estrondosa, onde pessoas se voluntariam, na intenção de apoiar de alguma forma as entidades que valorizam e ajudam os mais necessitados. OPIS (Olimpíada Paraisopolense de Inverno e Solidariedade), que está em sua décima primeira edição. O evento tem como tema “vamos bater um recorde em solidariedade”. Conta com quatro equipes: Casa da Criança, Apae, Asilo e Hospital Frei Caetano.

A parte esportiva sofreu mudanças, este ano terá um novo local que será no poliesportivo “Professor Helcias Rocha”, com novas modalidades como tênis, na quadra da fábrica Delphi, corrida de 10 km, como fechamento das atividades esportivas e a volta de algumas categorias como o futvôlei e handebol. A duração dos jogos aumentará para duas semanas, começando no dia 13 de julho. Na primeira semana os jogos serão na quadra normal e na segunda semana na quadra de areia montada no interior do poliesportivo.

O atleta Carlos Augusto de Lima Machado, 17 anos, estudante, já participa a quatro anos da Opis e destaca que jogando para uma equipe, acaba ajudando todas de certa forma. Ressalta ainda que o evento ajuda no movimento da cidade com entretenimento, arrecadação de dinheiro para as entidades filantrópicas e lucro para os comerciantes locais.

A festa começará oficialmente no dia 23 de julho com a tradicional passeata das equipes representadas por cores distintas, o amarelo com a Casa da Criança, o vermelho com a Apae, o verde com o Asilo e a cor azul com o Hospital. As equipes se dispõem em barracas com comidas típicas que acompanham os shows em todas as noites. Este ano a Opis terá um grande show gratuito, da dupla sertaneja Gian e Giovane, no dia 25 de julho.

O símbolo da Opis sofreu uma mudança e segundo a comissão organizadora, nos próximos anos ocorrerá um concurso estudantil, em que os alunos do município criarão por meio de critérios estabelecidos uma nova logomarca para que ocorra sempre uma nova variação nos próximos anos do evento.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Esgoto a céu aberto causa infestação de ratos

"José Roberto Alvarenga afirma não ser o esgoto o principal o motivo da
proliferação de ratos na cidade, segundo ele a população é a principal
causa.”

Carla Barbosa - 1º semestre

A cidade de Paraisópolis enfrenta um grave problema de redes de esgoto entupidas, ou mal inutilizadas, que deixam vácuos que servem de moradia para ratos e outros bichos. O crescimento da cidade fez com que sua estrutura não suportasse o esgoto gerado, o que faz com que este corra á céu aberto em vários pontos da cidade, e consequentemente gera a infestação de ratos e outras pragas, principalmente nas áreas periféricas.

Segundo dados do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) o esgoto é misturado em pelo menos 70% com a rede fluvial. Apenas 30% do esgoto emitido não têm ligação com a água. O centro da cidade está livre do problema, possui canalização adequada, que é chamado de ETE (estação de tratamento de esgoto).

A vigilância sanitária faz o serviço de manutenção, que é diário, mas que sem uma prevenção torna-se em vão. São utilizados venenos específicos, que tem alto custo para o município, e que segundo Carlos Alberto Venésio Gomes, Técnico em Vigilância Sanitária de Paraisópolis, acaba por não solucionar o problema, por falta de estrutura.

A cidade é dividida em pontos no mapa em concentração de focos: alta, média, baixa e controlada, o que possibilita ao técnico, saber o grau de concentração dos focos de ratos nos locais visitados. E de acordo com o Técnico os pontos mais críticos na cidade localizam-se na Vila São Luis, Vila Água Férrea e Jardim Felicidade, onde o esgoto corre á encontro da água sem nenhum tratamento específico.

Apesar do investimento na construção de coletores, interceptores e emissários ser alto, sanaria o problema por inteiro, segundo Josy Maria Cabral Ribeiro, funcionária da Vigilância Sanitária.

O Diretor do SAAE, José Roberto de Alvarenga, que assumiu a diretoria esse ano, diz não ter muito conhecimento do que foi feito nas gestões anteriores a respeito, mas diz que há um projeto para sanar o problema de infra-estrutura na cidade, que engloba toda a estação de tratamento de água e esgoto, e será feito pelo SAAE em conjunto com a Prefeitura. Cita ainda que a estação de tratamento precisa de receita de ordem nacional, se estimada 20 milhões de reais, o que é inviável para a cidade. Já foi feita a inscrição na secretaria do estado, para a aquisição de verba, e depois de iniciada a obra deve levar de 8 a 10 anos para ser concluída. De acordo com uma lei federal, até 2017 a obra tem de estar pelo menos iniciada.

Ezequiel Ferreira, morador do bairro Água Férrea, reclama do constante aparecimento de ratos e gambás em sua casa, e afirma: “os agentes colocam o veneno frequentemente, que parecem mais vitaminas para ratos, quanto mais colocam veneno mais aparecem.”

Outra moradora do bairro Vila São Luis, Creunice Ferreira da Silva Barbosa diz que o problema é constante, por mais veneno que coloquem, não diminui a quantidade de ratos, e a cada dia aparecem maiores.

Valdirene Aparecida da Silva Afonso do Bairro Água Férrea, conta que próximo a sua casa, corre um esgoto a céu aberto, onde é possível ver os ratos passeando.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Jornalistas de Pouso Alegre repudiam decisão do STF

Renatha Pierini - 3º período
[Matéria publicado pelo Jornal do Estado]
Após o Supremo Tribunal Federal (STF), ter revogado o decreto-lei 972/69, profissionais do jornalismo de Pouso Alegre se manifestaram contrários à medida. A Lei regulamentava a atividade jornalística há 40 anos e estabelecia que o diploma era obrigatório no exercício da profissão. Os ministros alegaram, com oito votos a um, que para exercer o jornalismo não é necessário haver formação acadêmica.´

A editora, Carla Ramos, formada em jornalismo, concorda que vivência, experiência e talento são muito importantes nesta e em outras profissões. Muitas pessoas que possuem outras formações ou mesmo que não as possuam, sabem se expressar de forma coerente. Porém não há fatos que generalizem esta questão. “É uma visão romântica achar que para ser jornalista basta ter um bom texto ou uma boa oratória. Qualquer pessoa que cursou a faculdade de comunicação e soube tirar proveito do curso, sabe que a técnica e os conhecimentos adquiridos fazem a grande diferença”, afirmou.

De acordo com a jornalista e assessora de comunicação, Cyntia Andrade, de maneira alguma o profissional de jornalismo é formado apenas pela prática. Durante toda a formação acadêmica ele adquire conhecimentos que farão a diferença para o mercado como, bagagem intelectual e retidão ética. “A graduação em jornalismo não nos proporciona somente conhecimentos técnicos, mas sim uma formação humanística e crítica. Passamos por disciplinas densas e bastante teóricas. Ele utiliza de fundamentos que vão além de definições ortográficas e gramaticais”, ressaltou.

No conteúdo do relatório em que os ministros expressaram seus motivos para a decisão, o relator e presidente do STF, Gilmar Mendes, afirmou: “A vigente Constituição Federal garante a todos, indistintamente e sem quaisquer restrições, o direito à livre manifestação do pensamento (art. 5º, IV) e à liberdade de expressão, independentemente de censura ou licença (art. 5º, IX). São direitos difusos, assegurados a cada um e a todos, ao mesmo tempo, sem qualquer barreira de ordem social, econômica, religiosa, política, profissional ou cultural. Contudo, a questão que se coloca de forma específica diz respeito à liberdade do exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, ou, simplesmente, liberdade de profissão. Não se pode confundir liberdade de manifestação do pensamento ou de expressão com liberdade de profissão”.

Na visão do repórter, formado em Jornalismo, Adevanir Vaz, é perigoso quando a credibilidade e a independência de um país são colocadas em prova, ainda mais quando se trata de um sistema democrático em consolidação e cheio de distorções. Além disso, diz ser impossível que profissionais de uma redação, consigam dar o devido suporte a uma pessoa, como um professor daria a um estudante do curso de jornalismo. “Seria de bom tom que os profissionais de jornalismo no Brasil tivessem uma formação acadêmica para que, ao menos, eles tenham consciência das transformações que podem promover em um país cujas distorções sociais e políticas maculam os ideais de justiça e liberdade defendida por nossos excelentíssimos ministros da corte maior quando da decisão de extinguir a obrigatoriedade do diploma para esta malfadada profissão”, considerou.

Quando uma categoria profissional é regulamentada por Lei, são determinados direitos aos que dela fazem parte, assim como, o estabelecimento de um piso salarial. Adevanir ressalta, que as empresas jornalísticas contratam profissionais sem formação apenas para atender aos interesses específicos, “Outros aspectos da profissão, como remuneração e credibilidade, obviamente serão afetados por tabela”.O jornalista, apresentador de TV e assessor de imprensa, Lucas da Silveira, considerou lastimável e inconsequente a decisão do STF. Afirmou ainda, que o diploma de jornalista deve ser reconsiderado com urgência para garantir a qualidade dos meios de comunicação, bem como, a veracidade com que são veiculadas as informações. “A liberdade de expressão está aí, todos tem acesso, mas para trabalhar com comunicação é importantíssima e primordial o diploma de uma pessoa qualificada, no caso, o jornalista. Precisamos ter a classe unida e cobrar da Câmara Federal um projeto de lei para revalidar o diploma”, declarou.